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Na Idade Média os torneios realizavam-se constantemente e tinham duas funções: a de entretenimento e para que os cavaleiros exercitassem a arte da guerra.

Os torneios eram
simulações de batalhas entre cavaleiros e começaram no século X. De imediato foram condenados pelo segundo Concílio de Latrão, sob o Papa Inocêncio II, e pelos reis da Europa, os quais se opunham aos ferimentos e mortes de cavaleiros, no que eles consideravam uma atividade frívola.

No entanto os torneios floresceram e tornaram -se parte da vida do cavaleiro.

Os torneios começaram como simples competição entre cavaleiros tornando-se mais elaborados com o passar dos séculos. Tornaram-se importantes eventos sociais os quais atraiam patronos e competidores de grandes distâncias que lutavam de castelo em castelo.

Foram construídas arenas especiais com bancadas para os espectadores e pavilhões para os combatentes.

Os cavaleiros podiam competir individualmente ou em equipas. Eles lutavam entre si usando uma variedade de armas ( lanças, algumas com 4 metros de comprimento, maças e espadas) e simulavam batalhas corpo-a-corpo com muitos cavaleiros lado a lado.

Disputas envolvendo dois cavaleiros lutando com lanças tornaram-se o principal evento. Os cavaleiros competiam, tal como os atletas modernos, por prémios, prestígio e olhares das damas que enchiam as bancadas.


Torneio entre árabes e cruzados durante a Terceira Cruzada. Gravura de Gustave Doré (1832-1883).
Torneio entre árabes e cruzados durante a Terceira Cruzada. Gravura de Gustave Doré (1832-1883)

Torneio de cavalaria.
Torneios - Idade Média


No século XIII, era de atl modo elevado o número de homens mortos em torneios que os líderes, incluindo o Papa, ficaram alarmados.Só num torneio em Colónia, morreram 1240 cavaleiros.
O Papa queria todos os cavaleiros para lutarem nas Cruzadas na Terra Santa, ao invés de serem mortos em torneios. Assim as armas tornaram-se cegas e foram impostas regras como tentativa de reduzir a incidência de ferimentos. No entanto, feridas sérias e fatais continuaram a acontecer.Por exemplo, o Rei Henrique II de França foi mortalmente ferido num torneio que celebrava o casamento da sua filha.
Os desafios pessoais terminavam geralmente em torneios amistosos, mas os ressentimentos entre dois inimigos poderiam ser resolvidos numa luta até a morte. Os vencidos nos torneios eram capturados e pagavam um resgate aos vencedores em cavalos, armas e armaduras.
os arautos mantinham os registos dos recordes dos torneios. Um valente cavaleiro de baixa condição poderia assim acumular riquezase deste modo atrair uma esposa abastada.

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Na Idade Média não havia espaço para atletas. Apenas as atividades ligadas à guerra como a esgrima, torneios, arco e flecha e o lançamento do dardo eram valorizadas.
O território estava dividido em feudos (doação, geralmente de terras) e os torneios passam a ser um jogo para a conquista e domínio de território.
A participação em torneios também era uma forma de ascensão social. Um simples cavaleiroapós uma conquista importante ou por seus serviços ao seu reino, poderia ganhar umtítulo de nobreza que lhe garantia propriedades e respeito.




O torneio era uma atividade de equipa, como a guerra de verdade. As imagens que temos dos torneios é de um combate num terreno estreito delimitado por liças (corredores cercados) onde se opunham dois cavaleiros armados de lança. Esta imagem está errada, pois este tipo de combate só aparece após o século XVI. (na foto abaixo, a imagem dos torneios representada no cinema).
http://www.timeandagainentertainment.com/capecoral.htm

Na verdade, os torneios aconteciam entre duas fileiras de cavaleiros (também conhecidas como comunas) que permaneciam lado a lado um do outro formando uma massa compacta, inseparável, composta de dez, vinte ou trinta homens no máximo. Essa formação era cerrada como um punho. Um bloco único que os historiadores da época diziam: "se uma luva fosse jogada ao ar, tocaria forçosamente ao cair, num cavalo ou num cavaleiro; entre as suas lanças não poderia haver lugar para o vento passar” (DUBY, 93).
O embate acontecia num campo aberto e acompanhado da infantaria munidas de arcos e lanças. Os nobres eram as peças preciosas e que deveriam ser protegidos a todo custo. Na Idade Média, o torneio era uma constante e quase não havia interrupção.
Era mais do que a guerra de verdade. Os torneios eram um instrumento de distribuição de renda entre a cavalaria mais modesta e os nobres. Uma maneira rápida de enriquecer na época. Os vencedores ficavam comtodos os bens do adversário (vestimenta, armaduras, cavalo, armas, que eram caras e raras, todo o ferro era desmanchado para fazer novas armas e armaduras).


Um passatempo bastante utilizado para a representação destes combates é o jogo de xadrez, com suas comunas, fileiras de peões e o campo estipulado para a guerra. Como no xadrez, durante a batalha, procurava-se não matar o adversário e sim dominá-lo, travar a fileira inimiga imobilizando-a.


Em média, nalgum lugar da Europa, a cada quinzena acontecia um torneio. Aos jovens nobres era permitido participar como um aprendiz de vida, sendo comum que participassem nesses torneios no período entre um e quatro anos. Era um período que antecedia o casamento, porque depois de casados as responsabilidades não lhes permitia participar.


Acontecia um imenso tráfico em torno destas competições. Armava-se uma feira com a brusca aparição de barracas, acampamento de mercadores, criadores de cavalos. Os taberneiros, os ferradores, os artistas, as senhoras, todos aqueles que participavam do evento emprestando, trocando, ganhando e até mesmo roubando dinheiro, estavam lá.
Nessa época, a classe nobre era constituía por um número reduzido de pessoas. Muitos eram parentes consanguíneos e todos eram cristãos. A Igreja condenava os jogos de sacrifícios. A morte não era bem vista dentro dos torneios, os representantes da Igreja acompanhavam as disputas abençoando as armas e as pessoas, conferindo se era um jogo honesto. Porém, muitos jovens de linhagem nobre morreram vítimas desta práticaviolenta.
Muitas disputas eram resolvidas com alianças de casamentos arranjados, portanto, o adversário hoje, poderia ser um bom aliado amanhã. Estima-se que nessa época, não houve um dia que não tivesse acontecido uma batalha, uma guerra, um torneio.
























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